Ambos sentados na rede esperavam o tempo passar. Daí ele ligou a televisão. Foi a gota d’água. Ela estava impaciente, como só as mulheres conseguem ficar, perguntava a toda hora e aí?, e ele distraído, uma grande capacidade doada aos homens para sobreviver aos e então e aos e aí das
Sem Limites, Só a Alma…
Será que vão tardar para inventar: o limite do olhar?
Ou de poder respirar?
Não fale alto comadre.
Paredes sempre tiveram ouvidos.
Vê se alguém ouve e manda ,
mais um projeto para nossos deputados.
O limite para respirar é de graça,
até tantos respiros.
O Colecionador de Máscaras
Ela viu o homem parado à sua porta, por detrás da vidraça, pareceu-lhe enorme, quis dar-lhe o sinal com as mãos de que aquele restaurante há muito não funcionava e o luminoso frontal só não fora retirado por distração. Ela desejou mas não o fez. Observou-o girar a maçaneta com força,
Do Sanatório
Junto com os sopros perdidos
Da estação dos amores – o Verão. Veremos? – vão-se
As flores inertes do amor pequeno
Que vivemos.
Uma questão de hastes, as distrações de Eros,
E eis-nos agora à parte, novamente operantes
Na arte do esquecimento.
A Morte de Rimbaud
Lá estava eu, sentado, na biblioteca, lendo a vida de Arthur Rimbaud. Nunca poderia imaginar que existisse tanto sofrimento, tantas torturas e maldiçâo na vida de um único homem. Eu nâo estava apenas lendo um livro, nâo, existia muito mais, eu estava vivenciando a vida e a morte de um amigo,
Con-fidências
Como loba em pele de cordeiro… Um viver intenso, uma aproximação, inúmeras possibilidades e a esperança de uma grande “Paixão Ilusão…”.
Dias, meses, anos, horas, minutos e segundos passando, o pulso ainda pulsa e o coração no meu peito quase arrebenta de tanto
Jornal de domingo
Domingão para mim, além de ser uma tormenta habitual para acordar cedo, é dia de ler jornal, assim como a maioria dos brasileiros que mora nas grandes cidades e relembra a semana a partir do momento em que pega o calhamaço que se chama jornal de domingo para a leitura diária. Em outros dias,
Como um Galho de Rosa, um Botão do Jardim
Muitas vezes, ora, ora, quase que o dia inteiro, observo as criaturas em sua esplêndida oficina do viver e já convivo facilmente com o fato ( antes tão incompreensível) de que uns gostam de tocar trombone, outros fazem crochê, outros dançam, alguns gritam desesperados pela misericórdia, outros
Qualidades em Questão…
Esse tipo de cena redunda num comportamento não raro, hostil. Nem precisa ter nenhum Ph D em Chutologia Aplicada para saber e ver em breve, os parlamentares saboreando uma pizza gigante no Congresso, comemorando vitória. A escuridão esconde muitos demônios, mas se acendermos uma luz (conscientização),
Epifania
Manhã de outubro, a aula de História corre solta, enquanto me olho no espelho, não mais que um pedaço de vidro, bordado de alumínio, mas cheio de devaneios, refletindo sobre a origem das relações humanas. Não que eu tenha adversidades com o Jango, com o Kremlin, com o Roosevelt ou com o professor,
