Dois Poemas de Marília de Paula Gonçalves

1 – Só o que Tenho a Dizer
Mãe,
Você mãe, amiga fiel
Quem me deu à luz, e o mais importante: me criou, me educou, me deu amor e carinho.
Mulher rica e evoluída na alma. Feliz, aquela que me mostra o caminho.
Sei, sei que para você eu sempre serei seu bebê, Leia mais

Bebedouro Alaranjado

Como é bom acordar num domingo de brisa leve e faceira a nos lamber o rosto e as pernas preguiçosamente… dá para arrebitar o nariz e farejar o outono que vem chegando para além de onde o olhar faz a curva, distante ainda, mas já pressentido no olfato mais atento. Aliás, como é bom estar Leia mais

O Rio Paraíba, a Dutra e o Comércio Eletrônico

Há pouco menos de dois meses, fui passear no centro da cidade de Paraibuna, local próximo à confluência dos Rios Paraibuna e Paraitinga, formando o Rio Paraíba do Sul que dá nome ao nosso “Valley”.
Quando a fome apertou, escolhi um restaurante na praça da matriz, sentei-me Leia mais

Ladrão de Táxi

Como de costume, coloquei um CD de Blues pra tocar, tomei uma caneca de café com leite, comi meio mamão papaia, escovei os dentes, tomei banho, chamei um táxi, peguei o elevador e desci. Era uma ensolarada manhã de novembro e eu ia pra agência de publicidade enfrentar a criação de mais uma Leia mais

Disfarce na Tempestade

Chuvas, relâmpagos e trovões
Me disfarçam neste mundo inclemente
Onde a voz do coração é sufocada
Pelo ódio, do ciúme à trama urdida

Não importa tanto amor haja plantado
Ventos fortes me fustigam, doloroso
Os trovões são ameaças antecipadas
Do clarão assustador do raio tétrico

Este clima Leia mais

Fim de caso

Ele caminhava devagar, sentindo pequenas pedras alfinetando-lhe os pés desacostumados com a nudez. Dores insuspeitadas nas costas moídas. Faltava pouco. Um acesso de tosse pintou-lhe um Deus mais injusto ainda. Precisava fazer um pouco mais de esforço. Pessoas e distância nunca foram conceitos Leia mais

Viajando pela Interlândia

“O ñemongue co’ape omanó’inva paii Francisco Garcia de Prada – marangatu”
“Aqui parece que dorme o imortal padre Francisco Garcia de Prada – um santo homem”. Com essa inscrição em guarani, em que constam também as datas de 04.10.1649 e 18.02.1705, Leia mais

Amor em Si Maior

Para Violeta Parra.
Já tive muitos amores
Que não lhes posso contar
Contar assim como números
Nem a vocês confiar

Foram grandes, muitos pequenos
De amar, de dormir, de sonhar
Foram tantos e tantos
Que já nem posso mostrar

Já tive muitos amores
Que não posso enumerar
Foram de tanta Leia mais

História Para Boi Dormir

Deixa eu te contar como é que foi. Não se ofenda. Tive medo. Deixa eu te contar o que aconteceu. Sei que seria bem recebido, talvez até com um café bem brasileiro. Mas tremiam-me as pernas e o trem já partia e era de manhã muito cedo e eu não consegui raciocinar direito. Não se ofenda.
Leia mais