Gente

E o sol se põe normalmente…
O vazio se faz presente.
Um não sei.
Tem dias que nem a gente é gente
Pelas dores que sentimos
Por histórias que assistimos
Presos, atados.
Mero expectATORes
A coragem é faltosa,
A busca pela paz, impede-na.
Mas a dor sente
dor…
E, em meus braços, fazem-se presente.
O que me põe um medo danado!
E paradoxal, pelo justo contrasenso.
Dor nos braços é sinal de coração cansado…
Entre a liberdade: partida
Fico com o amor: a vida
Nesses dia que não sabemos de gente,
Normalmente nos vem dor…
Quando o sol tiver dado sua volta completa,
será dia novamente.
E a dor, com certeza, já terá partido,
– quem dera? – para sempre…