A devastação desenfreada da floresta para a fabricação de carvão vegetal utiliza-se da mão-de-obra infantil, quase escrava, e leva à miséria absoluta, famílias inteiras no interior da floresta amazônica. É um drama surdo que perde em popularidade para os retirantes do Nordeste, mas não
Adeus, Felicidade!
Há coisas assim. Acontecem quando menos se espera. Tantos anos sem dela ter noticias, paradeiro desconhecido. E agora, ali, na mesa ao lado, conversando e rindo com o casal de namorados.
Confesso que quando me sentei para o meu café solitário não me apercebi da sua presença.
Aquele
Vento dos Quatro Cantos
Vento dos quatro cantos.
O vento vindo do norte é quente.
Traz a alegria sem fim da gente lá do norte.
Ao lado vem o do nordeste.
É quente apimentado.
Ele é muito mais rebolado.
O vento que vem do sul. . .
Agora é bem gelado.
Agora caí neve por
Papo de Fim de Ano
Andaram me perguntando como será meu Réveillon. A todos, sem rodeios, respondi: modesto. E garanti: ninguém vai me encontrar em resorts. Nem sob nevascas impiedosas, como aconteceu quando 2000 nasceu. Gostei muito. Mas não era a minha realidade. Ou, como diz a galera, “a minha praia”.
Por Um Fio
Fantasmas no armário… quem não conhece tal expressão? Fantasmas no armário, na sala, perdidos pela casa e pelas ruas; enquanto faço a feira, lá estão, fantasmas. Também enquanto cuido da limpeza, da certeza, da fúria… fantasmas. Nos sonhos e na realidade, na maneira copiosa daquele
Santa Ignorância!
Acordo com uma réstia de sonho no olhar. Ainda sonolenta olho no espelho tentando decifrar o final incerto. Mas o véu que protege os sonhos num invólucro branco esconde o “The end” e abre uma clareira de insônia nesta madrugada. Agora resta-me embrulhar parte do sonho num papel de
A Flor do Amor
Um dia comprei uma flor
Mas a flor murchou
De tanto chorar
Ela se despedaçou
Outro dia vi a flor
Fiquei tão feliz
Que ela brotou
Aí eu percebi
Que no mundo existe o amor.
Dogma
Cuidado
com as trilhas esquisitas
com as bíblias pré-escritas
preconceitos julgamentos e heranças
do teu DNA
Com estradas sujas maltratadas
e malditas
por onde ainda teimas muitas vezes
em andar
por que existe uma paz somente
Tua
e
Densa Paixão
Sempre fui fascinado pela beleza das serras que compõem o maciço de Baturité. Desde pequeno em viagens de trem que me via adentrando aquela mata, tomando banho nas grotas alvas que escorriam espumas e me esbaldando com suas mangas, uvas e bananas como se fosse um nativo a respirar todo o clima.
Qualquer dia
Qualquer dia!
Pela vida afora, numa pressa louca,
A mesma promessa:
Qualquer dia!
Qualquer dia desses a gente se encontra;
Qualquer dia desses,
Sem hora marcada,
Sem dia marcado
A gente vai se encontrar!
A mesma promessa
Num sem tempo infinito;
Qualquer dia!
Qualquer dia desses…
Quando?
Haverá
