Quem conhece Frederico não pode esquecê-lo. Meu primeiro encontro com ele foi no meu primeiro grande emprego: uma empresinha que vendia uns computadores nada modernos que vivia travando e dando problema mas, trabalho é trabalho e mnha vó já me dizia que reclamar de barriga cheia é muito feio.
Alçando Vôos
Penso ser essa a primeira vez que escrevo uma crônica no avião. E sei que não deveria escrever. Pode parecer pernóstico falar de algo que não é comum a todos. Poderiam achar que estou olhando a vida por um prisma superior… sei lá. Mas também não queria começar um texto me desculpando.
O Muro
Era uma vez um muro. Ele não era um muro qualquer, desses comuns. Não era muro de separar vizinho e de espiar por cima. Nem era daqueles que ladrão pula devagar para invadir a casa e pula depressa para fugir dos cachorros de guarda. Muros históricos, como o de Berlim e o da China, também não
Proibido Jardim
Pequeno jardim que minha mão conhece, ah, quisera falar sobre ti ao som da música de Johann Strauss, quem sabe Roses from the South, pompa e simplicidade, duas centenas de bailarinas girando num enorme palco, esta valsa, esta orquestra.
Pequeno jardim que minha mão conhece, ah, quisera falar
Destes Passos De Tantas Noites
Para Janine
Andando para casa fiquei pensando em como você era linda com seu cabelo de família Mussarela, desenho a que assistia muito quando criança. É claro que não se deve dizer isso a uma mulher linda como você, mas acho que compará-la a uma estátua greco-romana seria um lugar-comum
Companheiros de Viagem
Era a última vez que viajava naquela linha. Era a última que viajava. A última. Demais fatigante cada manhã, naquela hora, com qualquer tempo, abandonar o seu ninho, a sua covilinha como costumava chamar à sua pequena casa -, para trasladar-se ao escritório, onde jovens e ordenadores sobrapuxavam-no
Palavras Vazias
Não tenho nada a dizer
perdoem-me
não posso falar o que não sei,
o que aprendi a aprender
e desaprendi sem compreender.
Não me perguntem quem sou,
cansei de olhar o meu retrato
guarnecido de incertezas,
os olhos perdidos entre as sombras do rosto
Saudades
Saudades de tudo que tive,
De tudo que um dia vivi,
Que agora só resta lembranças,
Que guardo dentro de mim.
Lembrança do tempo de infância,
Que trago no meu coração,
Sonhava e brincava com um mundo,
Que era feito de ilusão.
Fui crescendo e aprendendo,
Sem muito poder entender,
Que
Poço
abriu-se em mim
qual abismo
[precipício
um poço
de boca enorme
no fundo
um balde velho
rios de corda
que descem no escuro
até um fim
obscuro
onde está preso
o vazio
da tua ausência
Poemas “conversantes”
Os poemas abaixo “conversam”entre si porque os dois autores , na noite de 3/2/2000, através da Lista de Discussão do Letras e Cia, aproveitaram os motes um do outro e escreveram os poemas abaixo :
1. TOCATA E FUGA – Luiz Fafau
De todos os meus órgãos
o que mais
