NOITE ADENTRO
Quando a nave romper a noite,
Madrugada do grande dia
Que traga consigo os anjos
Irradiando-nos de paz e harmonia.
Que se estenda ao infinito
Essa sinfonia bendita
Alimentando de amor todo varão
Fé e luz à todas Marias.
Que do céu a mesa desça
Já colhemos a uva e o trigo,
Unidos aguardaremos
A chegada do Deus Menino!
Que Jesus nos abençoe
Pela água, pão e vinho
No advento do milênio,
Ainda há tempo!
Muito…
Receba as sementes do agora,
Mais humanidade, menos hipocrisias
Menos homens, menos senhoras,
Menos tudo que nada serviu.
Mais luzes, mais chamas e vida!
E gente que saiba perdoar,
Saiba compreender a distância
Entre o céu e a terra,
Pensamentos e ações.
E navegar num oceano imenso
Pessoas vestida de amor
Sonhos alindados de poemas!
ECOS DE UM TEMPO
Primeiro a meditação
Depois os abraços
Lembranças vivas,
O Livro sagrado
Jorra sementes ao ar
Do trono, o imperador
Colhe, guarda-as no cofre.
O carnaval, carne
Vermelha, branca,
O vinho escorrendo
No peito
Tingindo a saudade.
Caos, predições
A chuva torrencial
Espelhava / espelha
O absolutamente nada.
As palhas do trigo,
Possíveis jangadas.
Ecos distantes de um tempo
Agonizantes ao compasso
Métrico dos sinos,
Pareciam / parecem, propalar:
Foi…é…será,
O reflexo frágil
Brilha no plano
Permanecerá imutável
??? !!! ???
Por todos os séculos
Dos séculos…
